O recém-lançado Whole lotta Led Zeppelin (Agir) não é o primeiro livro sobre o Led Zeppelin. No entanto, ele não deixa de ser interessante para os fãs que já conhecem obras anteriores sobre o lendário grupo inglês de rock, como Quando os gigantes caminhavam sobre a Terra (Larousse do Brasil), Led Zeppelin: biografia ilustrada (Escala) e Led Zeppelin – fotografias (Madras). O novo título de destaca pela fartura de imagens e pela colaboração de dezenas de pessoas, entre artistas, escritores, fotógrafos e profissionais que trabalharam com a banda.
Formada por Robert Plant (voz), Jimmy Page (guitarra), John Paul Jones (baixo e teclado) e John Bonham (bateria), a banda atuou por apenas 12 anos (1968-1980), mas produziu discos com suficiente regularidade e qualidade para entrar para o panteão do rock mundial.
A banda fez conexões com blues, folk e música oriental (em menor escala, com o reggae e o funk). Para muitos, a obra do quarteto foi o ponto de partida para o desenvolvimento do rock pesado e suas posteriores derivações. A relevância das composições torna os seis primeiros discos (são nove, no total) clássicos absolutos.
Respaldar a importância do Led Zeppelin deixou de ser necessário há décadas, mas não se deve minimizar a opção do organizador da obra, Jon Bream, de deixar isso claro em muitas vozes. O livro segue ordem cronológica para que a história do grupo seja contada desde 1966, quando Page entrou no Yardbirds, até 2007, ano em que houve a histórica (e última) reunião de Page, Plant e Jones em show na O2 Arena, em Londres, na Inglaterra.
Tom Ao longo das 288 páginas, não faltam fotos – e de todas as épocas. Cartazes e tíquetes de shows também – na maioria das vezes, alusivos às passagens do grupo pelos Estados Unidos. Isso provavelmente se justifica pelo fato de Jon Bream, desde 1975, ser crítico de música pop do Minneapolis Star Tribune, jornal da cidade norte-americana de Minneapolis. Escreveu também para outras publicações do país, como Los Angeles Times, The Boston Globe, Rolling Stone, Billboard e Entertainment Weekly.
Há capítulos dedicados a cada disco da banda, escritos por jornalistas especializados em rock que oferecem textos mais analíticos. No mesmo tom, alguns deles assinam perfis biográficos dos quatro integrantes. Vale destacar a reprodução da entrevista que William S. Burroughs fez com Jimmy Page para a revista Crawdaddy, em 1975, agora precedida por longo texto do escritor. Ele conta como foi a experiência de assistir a um show do Led Zeppelin e o contato com o guitarrista. Falaram não apenas de música, mas de transe, magia e dos aspectos físicos do som.
Além disso, há muitas informações, curiosidades e histórias de bastidores narradas por profissionais que trabalharam com o grupo – de engenheiros de gravação a assessores de imprensa e gerentes de turnê. A cereja do bolo são os depoimentos de personalidades sobre determinados aspectos da banda. Marcam presença Joe Perry (Aerosmith), Ray Davies (Kinks), Ace Frehley (Kiss), Chad Smith (Red Hot Chili Peppers), Tom Morello (Rage Against The Machine), Chris Robinson (Black Crowes) e Mike Watt (Minutemen), o cineasta Cameron Crowe e o escritor Nick Hornby.
Whole Lotta Led Zeppelin - Editora Agir R$ 59,90.

Um comentário:
Nuss, Vou passar a saber sobre este livro hoje mesmo, valeu pela dica, e parabéns pelo Blog. Muito Rock n' Roll para nós.
Arthur
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